terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tipo de exercício em águas abertas

     Em treinamento de maratona aquática o próprio nome sugere que seria mais apropriado o exercício contínuo (natação contínua) a ser realizado, não querendo discordar, primeiramente buscando literatura sobre este assunto, é necessário entender certos aspectos básicos do exercício e suas adaptações ao treinamento.

  • Nossa fisiologia se modifica enquanto nos exercitamos;
  • As reações após o exercício podem se prolongar por até 4 dias, dependendo do tipo do exercício;
  • Nossa alimentação influencia o nosso rendimento;
  • Nosso descanso influencia nosso rendimento.
     As principais alterações ocorrem em nossa frequência respiratória e cardíaca, com o aumento destas, a nossa percepção de aumento de temperatura corporal também é sentida, estando na água e dependendo da temperatura deste meio, poderemos sentir mais conforto térmico no meio ( água a temperatura menor que o do nosso corpo 24 a 26 ºC - FINA), desconforto e sensação maior de temperatura ( acima de 26 ºC) e desconforto sensação de frio com água fria ( abaixo de 24 ºC).  Em média é esta a percepção térmica e esforço, além disto ocorrem aumento, liberação e inibição de certos hormônios estimulados ou inibidos com o exercício, porém não temos percepção desta mudança, mas está ocorrendo, como aumento de determinadas funções ( cardio-vasculares, respiratórias e musculares) para sustentar o exercício.

     Dependendo da adaptação ao exercício ( estar em forma ou não) temos os efeitos, não percebidos ou muito sutis, considerados em estudos recentes como sendo importantes após o exercício o gasto energético do exercício e recuperação (EPOC – consumo excessivo de oxigênio após o exercício), e na segunda encontra-se a taxa metabólica de repouso (TMR). Dessa forma, o objetivo deste trabalho de revisão foi investigar o efeito do EPOC e da TMR como coadjuvantes nos programas de emagrecimento, hoje em dia é principal alvo em programas de emagrecimento com exercícios.

     O Artigo de ( Hindawi Publishing Corporation Journal of Obesity Volume 2011, Article ID 868305, 10  pages doi:10.1155/2011/868305 - Stephen H. Boutcher, School of Medical Sciences, Faculty of Medicine, University of New South Wales, Sydney, NSW 2052, Australia  s.boutcher@unsw.edu.au ) aponta para benefícios importantes do treino intervalado intenso (tiros de corrida forte, nado em ritmo forte com intervalo de descanso) sobre o treino contínuo ( correr, caminhar ou nadar constante se intervalo de descanso em ritmo leve ) indicando maior sensibilidade a insulina, principal fator desequilibrado em pessoas com  obesidade leve a elevada, portanto o treinamento em alunos que já possuam atestado médico liberando prática de exercícios, sempre deve procurar alguma forma de levar o aluno para o tipo de treinamento ideal que será mas benéfico, sendo natação neste verão, melhor ainda, é atividade agradável ao calor e permite melhor distribuição o peso corporal elevado do aluno com IMC (índice da massa corporal) elevado, na água e intensificar o exercício sem sobre carga articular direta.
     O treinamento contínuo deve ser usado também, mas em aspecto de treinamento e otimização do metabolismo celular aeróbio, o qual irá entrar em trabalho forte nos intervalos do exercício e durante a recuperação diária do exercício, visa também o favorecimento da complacência arterial aórtica ( Uma característica importante do sistema circulatório é a capacidade dos vasos se distenderem. Quando a pressão dentro de um vaso aumenta, ele se dilata e, consequentemente, diminui a resistência à passagem do sangue. Graças a essa capacidade é possível que o fluxo sangüíneo seja relativamente contínuo nos pequenos vasos, apesar das grandes variações após cada batimento cardíaco (Guyton & Hall, 2000). Esta capacidade de distensão dos vasos é expressa como o aumento no volume para cada ponto de elevação da pressão [distensibilidade = aumento de volume/(aumento da pressão x volume original)].

Em estudos hemodinâmicos, no entanto, a análise da quantidade total de sangue que um determinado segmento vascular permite armazenar é mais importante do que simplesmente a sua distensibilidade. Este valor é denominado complacência vascular e é definido como o produto da distensibilidade pelo volume original ou simplesmente pela divisão do aumento do volume pelo aumento da pressão (Guyton & Hall, 2000). Algumas patologias, como a hipertensão arterial, causam diminuição na complacência arterial, no entanto, os mecanismos e implicações destas alterações ainda precisam ser melhores estudados (McVeigh, 1996; Lichtenstein et al., 1998 - Paulo Gentil
21/06/2006 ).
      Portanto um trabalho profissional competente seria bem vindo para procurar otimizar os efeitos do exercício e em águas abertas também.